quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Informações de Exame

Estão disponíveis neste sítio as informações referentes ao exame de Desenho A 2009-2010.
Façam o favor de degustar.

P.S.: Feliz 2010!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


Louis Daguerre, Natureza Morta, 1836


As diversas amputações ao currículo das Artes Visuais do ensino secundário - da extinção da muito útil e necessária Teoria do Design ao carácter facultativo de uma História da Arte mirrada não só em dois anos - têm laborado com eficácia no sentido de retirar aos aprendizes (in)formação essencial.
A fotografia habita silenciosamente as salas de desenho onde raramente lhe é dado o valor devido. Com uma história rica, merece o olhar que as práticas apressadas pelos melhores objectivos e recomendações ignoram.
Ficam aqui , aqui e aqui, alguns dos lugares merecedores de visita.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


A editora responsável, entre outras, pela edição da magnífica saga de George Martin "A Guerra dos Tronos" procura ilustradores. Para mais informações liguem-se a http://www.saidadeemergencia.com

domingo, 4 de outubro de 2009

A propósito da matéria de outono (HCA)


Gravador, pintor e escultor, Giuseppe Maria Mitelli é um ilustre desconhecido do circo oficial de celebridades da história da arte (alguém teria de ser). Nasceu em Bolonha em 1634, cidade onde viveu toda a sua vida. Faleceu em 1718. O seu trabalho como gravador revela um desenhador talentoso dotado de humor, imaginação e de sentido crítico (prenunciando, ainda que sem a mesma acutilância, William Hogarth). A encenação, o jogo das formas e a elaboração de muitos dos desenhos gravados repercutem algo do espírito do barroco. Para quem desejar saber um pouco mais dirija-se aqui.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Aprendizes do 11º ano desenhai-vos!

Com infeliz frequência os alunos desconhecem os programas e os critérios de avaliação, entre outros elementos importantes do processo de condicionamento cognitivo. Para os adeptos da modalidade faculta-se aqui uma súmula para consultar e pedir por mais.

sábado, 26 de setembro de 2009

Lista de Material

Para os aprendizes da E.S. Sá de Miranda (11º de Desenho e 12º Oficina de Artes) seguem as devidas listas, repetindo as divulgadas a giz que, como sabem, é fraco notário...
Nos tempos que correm convém fazer alguma pesquisa e descobrir alternativas a alguns "meios actuantes": papéis mais baratos em depósitos ou em tipografias (que por vezes dispõem de quantidades generosas impróprias para impressão), material retirado de venda e que algumas papelarias ainda possuem, etc.
As aquisições constituem uma boa oportunidade de aprendizagem sobre materiais, basta querer conhecer e não guardar a língua no bolso...
Para o 11º aqui e para o 12º aqui.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Divulgação de concurso de B.D.

A Escola Superior de Educação de Beja e a Bedeteca de Beja em parceria com o jornal Avenida Marginal (Ilha do Faial) apoiam o 1º Concurso de Banda Desenhada Avenida Marginal. Os premiados receberão vários álbuns de BD, livros de autores açorianos e a possibilidade de ter o seu trabalho exposto nos Açores (Centro do Mar - ilha do Faial) no final do mês de Dezembro. O trabalho estará também patente na galeria do Instituto Politécnico de Beja. O prazo limite de entrega dos trabalhos será no dia 15 de Novembro. Aceda ao regulamento aqui.

domingo, 16 de agosto de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

2ª Fase da Prova 706 Mais Acessível

A prova de Desenho A da 2ª fase foi mais acessível. O modelo foi menos exuberante embora convocasse as mesmas competências do Grupo I da prova da 1ª fase. A vantagem para aqueles que se candidataram a esta fase surgiu no grupo II: ao propor uma composição desiquilibrada e a recomposição dos elementos, recorrendo à simplificação por acentuação, estava dado o mote para o sucesso educativo, mesmo para aqueles cujo desempenho é mais débil. Continua a verificar-se a limitação das técnicas na resposta a questões implicando interpretação mais livre, não se vislumbrando as vantagens desta opção.
Relativamente ao enunciado verificou-se, nos exemplares a que acedeu, má qualidade da reprodução da pintura de Josefa de Óbidos. Uma nota final quanto ao papel disponibilizado para as respostas: é ingrato para algumas das técnicas propostas. Também de justifica outra composição do cabeçalho, de preferência menos perturbadora.

sábado, 20 de junho de 2009

Exame 706 II


Uma professora atenta fez-nos chegar um reparo relativo a uma contradição prejudicial para os examinandos. Refere-se à questão 2 do grupo I que, na Prova de Desenho A, propõe a execução de “um apontamento a aguarela”. Acontece que nos Critérios Gerais de Correcção (C.G.C.) os descritores valorizam aspectos que não se deveriam considerar – pelo menos nos termos em que são redigidos– na avaliação de um “apontamento”. Devia ser do conhecimento dos autores da prova o conceito de apontamento: “desenho ou pintura executados rapidamente a partir do natural, com poucas linhas ou pinceladas, para conservar a impressão ou detalhe de alguma coisa.” (Gómez Molina, Juan José (coord.), Los Nombres del Dibujo, Madrid, Ediciones Cátedra, 2005). Assim sendo, faz sentido a tónica no registo correcto das “proporções entre as partes” (item 2b) dos C.G.C.) ou o registo “com muito rigor, correcção (...) o volume, o espaço, a profundidade, os valores lumínicos”, etc. (item 2c) dos C.G.C.)?
A persistência no logro mantém-se e agrava-se: na questão seguinte (3, do grupo I da Prova de Desenho A) é pedido “uma representação rápida e expressiva a sanguínea”. Estamos uma vez mais perante um apontamento, desta vez com tónica na expressividade. Mas o facto parece não ter perturbado os autores da prova, pois nos C.G.C.. esparrama-se, uma vez mais, o registo correcto das “proporções entre as partes” (item 3b) dos C.G.C.) e o registo “com muita correcção” (item 3c) dos C.G.C.); será receita? Como se pode pretender um registo rápido e expressivo e simultaneamente pretender rigor, correcção das proporções e uns condimentos mais para armadilhar examinandos?


Exame 706


Nervoso miudinho, algumas mochilas-atelier, materiais esquecidos ou não contemplados “porque não vai sair de certeza” (apesar das repetidas advertências) e uma certa apreensão alimentada pelos desequilíbrios dos exames anteriores. No final da prova vários alunos choravam a escassez de tempo.
Quanto à prova de exame: o tempo aconselhado para cada grupo foi suficiente. O modelo era interessante e apresentou um grau de dificuldade adequado.
Alguns reparos relativamente aos critérios de correcção:
No item 1 a) o descritor assinala como uma das condições para a obtenção do nível máximo a utilização de “diferentes intensidades e espessuras de traço”. Com este critério não teriam o nível máximo alguns dos desenhos dos seguintes artistas plásticos: Almada Negreiros, Matisse, Picasso, David Hockney, e uma plêiade mais que em situações análogas dispensaram as convulsões lineares para tornarem perceptíveis os motivos representados.
Passando para o item 2 a) o descritor refere, no recurso à técnica de aguarela, a pintura “com manchas homogéneas, sem definição de contorno” (e se for o dintorno?). Estaremos no domínio das habilidades circenses? Os autores parecem ter uma visão monocular da aguarela e, uma vez mais, temo pela memória de muitos artistas como Delacroix ou Cézanne que, segundo esta indicação, ver-se-iam relegados para uma classificação menor. Quanto à indefinição de contorno na aguarela, parece haver um certo desconhecimento do conceito. Refere-se ao contorno a lápis (nesse caso, pobre Turner...) antes de aplicar a tinta ou ao contorno gerado pelo contraste da mancha com o fundo? Em que ficamos?
Neste blogue denunciou-se, aquando da publicação das informações de exame, o despropósito em vincular uma técnica específica a questões implicando maior liberdade criativa. Ainda bem que a lacuna foi corrigida no grupo II, apesar de não ter contemplado a técnica mista. Desatenção?
Onde se poderia permitir o exercício pleno da criatividade mantém-se uma toada claustrofóbica do desenho, subordinando-o essencialmente a uma visão academizante que convive mal com as possibilidades criativas. Atente-se ao exemplo da
questão II: o item “criatividade” (10% da cotação da prova!) surge embrulhado e condicionado por uma relação indefinida das “figuras imaginadas com o espaço recriado” (alínea c). Que criatividade poderá haver quando estas deverão apresentar “volumes e proporções com correcção” (alínea b) e “adequadas ao espaço dado” (alínea d)? Portanto, se um dos meninos desenhou o Gulliver de burka já sabe...

Quem ainda não foi consultar os critérios de correcção pode fazê-lo aqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Depois do lápis, a burqa azul

Sir Joshua Reynolds (1723-92), Retrato da Sr.ª Stanhope (detalhe)

Numa escola do Pinhal Novo legislou-se sobre os decotes e baínhas das alunas (não se imagina os alunos com umas generosas mini-saias...). Só num país de serôdios costumes, onde o preconceito se gosta de travestir de moralidade, ocorrem estes devaneios. O que está no cerne deste delírio autoritário é a sexualidade: não deveria a escola esclarecer em vez de reprimir?

segunda-feira, 4 de maio de 2009


Vasco Granja (1925-2009)

Fica o adeus ao rosto que nos iluminava os domingos de outrora com um “Olá amiguinhos” e muito cinema de animação. A Vasco Granja se deve a divulgação de autores como Norman McLaren, Tex Avery, Fritz Freleng e outros ilustres desconhecidos, como Jiri Barta, que foram esteio criativo de muitos petizes. Foi o responsável pela promoção e divulgação da Banda Desenhada em Portugal nas décadas de 60 e de 70, com destaque para a revista “Tintim”, de saudosa memória.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

José Miguel Gervásio

"Djin-Djin. Quando roubaram o coração ao Cabeça de Ovo caíu do céu uma chuva dourada". Da série Ararararax. Acrílico sobre tela, 2005


Nos domínios bizantinos das artes plásticas abundam os artistas consagrados pelas circunstâncias do mercado e dos seus agentes. Alguns, poucos, têm na sua obra legitimação maior.
(+)

Le Temps des Cerises


Quand nous chanterons le temps des cerises

Et gai rossignol et merle moqueur

Seront tous en fête

Les belles auront la folie en tête

Et les amoureux du soleil au cœur

Quand nous chanterons le temps des cerises

Sifflera bien mieux le merle moqueur

Mais il est bien court le temps des cerises

Où l'on s'en va deux cueillir en rêvant

Des pendants d'oreilles...

Cerises d'amour aux robes pareilles

Tombant sous la feuille en gouttes de sang...

Mais il est bien court le temps des cerises

Pendants de corail qu'on cueille en rêvant !

Quand vous en serez au temps des cerises

Si vous avez peur des chagrins d'amour

Évitez les belles !

Moi qui ne craint pas les peines cruelles

Je ne vivrai pas sans souffrir un jour...

Quand vous en serez au temps des cerises

Vous aurez aussi des chagrins d'amour !

J'aimerai toujours le temps des cerises

C'est de ce temps-là que je garde au cœur

Une plaie ouverte !

Et Dame Fortune, en m'étant offerte

Ne saurait jamais calmer ma douleur...

J'aimerai toujours le temps des cerises

Et le souvenir que je garde au coeur !

Ligação rápida: Artes - Desenho - Geometria Descritiva