sexta-feira, 28 de maio de 2010
Honrando a tradição
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Sá Nogueira (19 de Maio de 1912-2002)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A casa do pai das três artes faz anos
A 13 de Janeiro de 1563 nasceu em Florença a Accademia delle Arti del Disegno. Instituição vocacionada para a formação e supervisão da produção artística na Toscânia, a Accademia del Disegno foi impulsionada por Giorgio Vasari e teve como dirigentes o duque Cosimo de Medici e, a título honorífico, Miguel Ângelo, eleito por unanimidade pelos membros da academia.
Foi propósito inicial da academia proporcionar formação e zelar pela qualidade da produção artística: os jovens artistas seriam visitados nas oficinas (bottegas) dos seus mestres e sujeitos a algo próximo de uma avaliação formativa. Promoveram-se palestras de matemática (e geometria) assim como demonstrações periódicas de anatomia, a terem lugar no hospital de Santa Maria Nuova. Pretendia-se melhorar o estilo dos artistas, estimular o virtuosismo, o domínio das artes liberais e emancipar os artistas do estatuto de artesão medieval. Glorificado por Vasari, Miguel Ângelo constituiu naturalmente modelo de referência.
Posteriormente (petição em 1571 e estatutos de 1585), o papel da Accademia evoluiu no sentido de regular o exercício da actividade artística: localização das oficinas, obrigações contratuais de mestres e de aprendizes e até algumas disposições sobre a assinatura das obras de arte. Paralelamente, pretendeu-se autonomizar os artistas das confrarias a que estavam formalmente ligados (os pintores da Arte dei Medici e Speziali ou confraria dos médicos e boticários e os escultores dos Fabbricanti, que havia absorvido os Maestri di Pietra e Legname, Mestres da Pedra e Madeira), unificando as três artes na mesma instituição.
Porquê a designação de Accademia del Disegno?
O testemunho de Vasari responde a esta questão ao proclamar o desenho como “padre delle tre arti”. Para ele, a arquitectura, a escultura e a pintura são as “arti del disegno”, implicadas no processo no qual o desenho pontifica como actividade conceptual, como “expressão e declaração do conceito que vai na alma” que, buscando na natureza a medida das coisas (proporção, medida, harmonia...), constitui instrumento essencial na materialização das obras de arte.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Informações de Exame
Façam o favor de degustar.
P.S.: Feliz 2010!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009
A propósito da matéria de outono (HCA)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Aprendizes do 11º ano desenhai-vos!
sábado, 26 de setembro de 2009
Lista de Material
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Divulgação de concurso de B.D.
domingo, 16 de agosto de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
2ª Fase da Prova 706 Mais Acessível
sábado, 20 de junho de 2009
Exame 706 II

A persistência no logro mantém-se e agrava-se: na questão seguinte (3, do grupo I da Prova de Desenho A) é pedido “uma representação rápida e expressiva a sanguínea”. Estamos uma vez mais perante um apontamento, desta vez com tónica na expressividade. Mas o facto parece não ter perturbado os autores da prova, pois nos C.G.C.. esparrama-se, uma vez mais, o registo correcto das “proporções entre as partes” (item 3b) dos C.G.C.) e o registo “com muita correcção” (item 3c) dos C.G.C.); será receita? Como se pode pretender um registo rápido e expressivo e simultaneamente pretender rigor, correcção das proporções e uns condimentos mais para armadilhar examinandos?
Exame 706

Quanto à prova de exame: o tempo aconselhado para cada grupo foi suficiente. O modelo era interessante e apresentou um grau de dificuldade adequado.
Alguns reparos relativamente aos critérios de correcção:
No item 1 a) o descritor assinala como uma das condições para a obtenção do nível máximo a utilização de “diferentes intensidades e espessuras de traço”. Com este critério não teriam o nível máximo alguns dos desenhos dos seguintes artistas plásticos: Almada Negreiros, Matisse, Picasso, David Hockney, e uma plêiade mais que em situações análogas dispensaram as convulsões lineares para tornarem perceptíveis os motivos representados.
Passando para o item 2 a) o descritor refere, no recurso à técnica de aguarela, a pintura “com manchas homogéneas, sem definição de contorno” (e se for o dintorno?). Estaremos no domínio das habilidades circenses? Os autores parecem ter uma visão monocular da aguarela e, uma vez mais, temo pela memória de muitos artistas como Delacroix ou Cézanne que, segundo esta indicação, ver-se-iam relegados para uma classificação menor. Quanto à indefinição de contorno na aguarela, parece haver um certo desconhecimento do conceito. Refere-se ao contorno a lápis (nesse caso, pobre Turner...) antes de aplicar a tinta ou ao contorno gerado pelo contraste da mancha com o fundo? Em que ficamos?
Neste blogue denunciou-se, aquando da publicação das informações de exame, o despropósito em vincular uma técnica específica a questões implicando maior liberdade criativa. Ainda bem que a lacuna foi corrigida no grupo II, apesar de não ter contemplado a técnica mista. Desatenção?
Onde se poderia permitir o exercício pleno da criatividade mantém-se uma toada claustrofóbica do desenho, subordinando-o essencialmente a uma visão academizante que convive mal com as possibilidades criativas. Atente-se ao exemplo da questão II: o item “criatividade” (10% da cotação da prova!) surge embrulhado e condicionado por uma relação indefinida das “figuras imaginadas com o espaço recriado” (alínea c). Que criatividade poderá haver quando estas deverão apresentar “volumes e proporções com correcção” (alínea b) e “adequadas ao espaço dado” (alínea d)? Portanto, se um dos meninos desenhou o Gulliver de burka já sabe...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Depois do lápis, a burqa azul
Sir Joshua Reynolds (1723-92), Retrato da Sr.ª Stanhope (detalhe)
Numa escola do Pinhal Novo legislou-se sobre os decotes e baínhas das alunas (não se imagina os alunos com umas generosas mini-saias...). Só num país de serôdios costumes, onde o preconceito se gosta de travestir de moralidade, ocorrem estes devaneios. O que está no cerne deste delírio autoritário é a sexualidade: não deveria a escola esclarecer em vez de reprimir?
