sexta-feira, 18 de junho de 2010

Prova 706, 1.ª Fase


A prova prática de Desenho A foi bastante acessível e equilibrada, considerando as questões e o tempo disponível para a sua resolução. No entanto, persiste o temor relativamente ao grau de autonomia técnica concedida. Esta só se verificou no Grupo II, com a possibilidade de optar entre a tinta-da-china e os pastéis de óleo (uma obsessão recorrente).
O último item merece alguma censura: um texto à guisa de preâmbulo sobre a Fundação Calouste Gulbenkian e o seu primeiro presidente ficaria bem: informaria muitos alunos, honraria a instituição e dignificaria a questão proposta.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Resposta -sem cafeína- a dúvidas de exame

O papel vegetal, como muitos saberão, tem como função principal a cópia e a transferência de imagens. Permite ao aluno responder a questões de exame envolvendo transformações gráficas (rotação, translação, sobreposição, etc.), a concepção de padrões (o módulo ou o sub-módulo podem ser copiados repetidamente) ou o aperfeiçoamento de uma imagem (que pode ser corrigida e melhorada antes de ser decalcada).
Outra dúvida colocada respeita à permissão de usar lápis (de grafite supõe-se) em eventuais questões implicando o recurso à aguarela. Tudo depende do enunciado (leiam bem as questões). A aguarela "tradicional" é uma técnica de àgua que resulta essencialmente do jogo de transparências das manchas de cor aplicadas com... pincel. O lápis (B), como meio de estruturação e de organização global da imagem, é um auxiliar útil que deve ser manuseado com suavidade de forma a não perturbar a imagem. No entanto, insiste-se, convém ler atentamente as questões.
Boa prova.

terça-feira, 8 de junho de 2010

E. 706


Dia 18 de Junho, pelas 14 h, espera-vos o exame de Desenho A (706). Deseja-se uma prova que permita aos alunos poderem adequar livremente as técnicas às questões formuladas. Seja como for, leiam atentamente o enunciado e evitem precipitações.
Continua sem resposta o pedido de esclarecimento endereçado no ano passado ao Júri: é ou não permitido o uso da terebintina caso seja servida mais uma pastelada d' óleo?
Até lá, continuem a desenhar e a ver com todos os sentidos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Desenhar com protector solar


É apanágio dos programas conterem algumas boas intenções de difícil conversão em conhecimento útil dos conteúdos. Um dos casos refere-se à Figura Humana, um item de aprofundamento. Como sabem os autores dos programas de Desenho A, a representação do corpo humano obriga ao recurso intensivo dos modelos do tipo Adão e Eva (com ou sem as parras). Pois bem, é assunto negligenciado: umas anatomias insípidas disponibilizadas pelos manuais de Desenho A e umas sugestões metodológicas omissas são os pontos de partida oferecidos: é como pretender conhecer "Os Maias" lendo um resumo de duas páginas. As alternativas são reduzidas, os docentes ficam condicionados à abordagem da figura humana vestida e à cópia de reproduções. Assim sendo, partilha-se a recomendação por diversas vezes repetida na sala de aula: vão à praia!

A biodiversidade estival que se esparrama pelas praias é surpreendente, não só pela variedade de corpos (novos, idosos, gordos, magros, altos, baixos, débeis, atléticos, etc.) como pela multiplicidade de poses, de gestos e de adereços.
Aos aprendizes que considerarem esta sugestão útil recomenda-se o uso de óculos de sol: evitam o reflexo da luz solar que incide sobre o papel e ocultam a direcção do olhar. Salienta-se este ponto uma vez que muitas pessoas podem sentir-se incomodadas ao serem observadas. Como suporte aconselha-se um caderno, de preferência A4; a área de registo é maior, as folhas não correm o risco de serem levadas pelo vento e, se a capa for dura, fornece uma base estável para desenhar. Quanto aos materiais, o melhor será optarem por aqueles que sejam compatíveis...com a areia.
Para alguns dos nossos(as) leitores(as) a tarefa porá a nú algumas debilidades como a coordenação óculo-motora, a inabilidade no manuseamento dos meios, a rigidez e a incorrecção do registo (proporções, escalas, eixos, etc.) e , principalmente, o pouco treino visual. É preciso ter presente que o desenho do real implica os nossos sentidos (não só a visão), a capacidade de análise, a concentração, a perseverança e um sentido crítico equilibrado (derrotismo ou presunção não são bons conselheiros).

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Honrando a tradição

  Se os resultados são bons, o mérito é dos alunos; se são maus, a culpa é dos professores.



Os dados mensuráveis referentes à disciplina de Desenho A, bem como de G.D.A., na Escola Secundária Sá de Miranda, destacam-se pela positiva entre os estabelecimentos de ensino de Braga.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sá Nogueira (19 de Maio de 1912-2002)


Evoco aqui O meu professor de Desenho (disciplinas de Desenho Básico e de Projecto) na cooperativa Árvore/E.S.A.P -1989, o pintor Rolando de Sá Nogueira.

Confesso dificuldade em partilhar os muitos momentos especiais de aprendizagem que fizeram com que me tornasse mais exigente e merecedor do privilégio de ser seu aluno. Sá Nogueira inspirava o desejo de excelência, o trabalho perseverante e integro sem cedências às facilidades artificiosas e aos malabarismos retóricos. Lembro a sua capacidade extraordinária e cativante de responder às questões com histórias, e eram muitas e à medida das necessidades. Recordo a imensa generosidade, a inteligência tranquila, a humanidade e a paixão contagiante pelo desenho.

Obrigado Professor.


P.S.: Outros testemunhos podem ser lidos aqui, ali e além.
Agradeço autorização ou contacto do autor da fotografia recolhida na rede.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A casa do pai das três artes faz anos

A 13 de Janeiro de 1563 nasceu em Florença a Accademia delle Arti del Disegno. Instituição vocacionada para a formação e supervisão da produção artística na Toscânia, a Accademia del Disegno foi impulsionada por Giorgio Vasari e teve como dirigentes o duque Cosimo de Medici e, a título honorífico, Miguel Ângelo, eleito por unanimidade pelos membros da academia.

Foi propósito inicial da academia proporcionar formação e zelar pela qualidade da produção artística: os jovens artistas seriam visitados nas oficinas (bottegas) dos seus mestres e sujeitos a algo próximo de uma avaliação formativa. Promoveram-se palestras de matemática (e geometria) assim como demonstrações periódicas de anatomia, a terem lugar no hospital de Santa Maria Nuova. Pretendia-se melhorar o estilo dos artistas, estimular o virtuosismo, o domínio das artes liberais e emancipar os artistas do estatuto de artesão medieval. Glorificado por Vasari, Miguel Ângelo constituiu naturalmente modelo de referência.

Posteriormente (petição em 1571 e estatutos de 1585), o papel da Accademia evoluiu no sentido de regular o exercício da actividade artística: localização das oficinas, obrigações contratuais de mestres e de aprendizes e até algumas disposições sobre a assinatura das obras de arte. Paralelamente, pretendeu-se autonomizar os artistas das confrarias a que estavam formalmente ligados (os pintores da Arte dei Medici e Speziali ou confraria dos médicos e boticários e os escultores dos Fabbricanti, que havia absorvido os Maestri di Pietra e Legname, Mestres da Pedra e Madeira), unificando as três artes na mesma instituição.

Porquê a designação de Accademia del Disegno?

O testemunho de Vasari responde a esta questão ao proclamar o desenho como “padre delle tre arti”. Para ele, a arquitectura, a escultura e a pintura são as “arti del disegno”, implicadas no processo no qual o desenho pontifica como actividade conceptual, como “expressão e declaração do conceito que vai na alma” que, buscando na natureza a medida das coisas (proporção, medida, harmonia...), constitui instrumento essencial na materialização das obras de arte.

A instituição subsiste mantendo actividade no domínio do ensino artístico.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Informações de Exame

Estão disponíveis neste sítio as informações referentes ao exame de Desenho A 2009-2010.
Façam o favor de degustar.

P.S.: Feliz 2010!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


Louis Daguerre, Natureza Morta, 1836


As diversas amputações ao currículo das Artes Visuais do ensino secundário - da extinção da muito útil e necessária Teoria do Design ao carácter facultativo de uma História da Arte mirrada não só em dois anos - têm laborado com eficácia no sentido de retirar aos aprendizes (in)formação essencial.
A fotografia habita silenciosamente as salas de desenho onde raramente lhe é dado o valor devido. Com uma história rica, merece o olhar que as práticas apressadas pelos melhores objectivos e recomendações ignoram.
Ficam aqui , aqui e aqui, alguns dos lugares merecedores de visita.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009


A editora responsável, entre outras, pela edição da magnífica saga de George Martin "A Guerra dos Tronos" procura ilustradores. Para mais informações liguem-se a http://www.saidadeemergencia.com

domingo, 4 de outubro de 2009

A propósito da matéria de outono (HCA)


Gravador, pintor e escultor, Giuseppe Maria Mitelli é um ilustre desconhecido do circo oficial de celebridades da história da arte (alguém teria de ser). Nasceu em Bolonha em 1634, cidade onde viveu toda a sua vida. Faleceu em 1718. O seu trabalho como gravador revela um desenhador talentoso dotado de humor, imaginação e de sentido crítico (prenunciando, ainda que sem a mesma acutilância, William Hogarth). A encenação, o jogo das formas e a elaboração de muitos dos desenhos gravados repercutem algo do espírito do barroco. Para quem desejar saber um pouco mais dirija-se aqui.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Aprendizes do 11º ano desenhai-vos!

Com infeliz frequência os alunos desconhecem os programas e os critérios de avaliação, entre outros elementos importantes do processo de condicionamento cognitivo. Para os adeptos da modalidade faculta-se aqui uma súmula para consultar e pedir por mais.

sábado, 26 de setembro de 2009

Lista de Material

Para os aprendizes da E.S. Sá de Miranda (11º de Desenho e 12º Oficina de Artes) seguem as devidas listas, repetindo as divulgadas a giz que, como sabem, é fraco notário...
Nos tempos que correm convém fazer alguma pesquisa e descobrir alternativas a alguns "meios actuantes": papéis mais baratos em depósitos ou em tipografias (que por vezes dispõem de quantidades generosas impróprias para impressão), material retirado de venda e que algumas papelarias ainda possuem, etc.
As aquisições constituem uma boa oportunidade de aprendizagem sobre materiais, basta querer conhecer e não guardar a língua no bolso...
Para o 11º aqui e para o 12º aqui.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Divulgação de concurso de B.D.

A Escola Superior de Educação de Beja e a Bedeteca de Beja em parceria com o jornal Avenida Marginal (Ilha do Faial) apoiam o 1º Concurso de Banda Desenhada Avenida Marginal. Os premiados receberão vários álbuns de BD, livros de autores açorianos e a possibilidade de ter o seu trabalho exposto nos Açores (Centro do Mar - ilha do Faial) no final do mês de Dezembro. O trabalho estará também patente na galeria do Instituto Politécnico de Beja. O prazo limite de entrega dos trabalhos será no dia 15 de Novembro. Aceda ao regulamento aqui.

domingo, 16 de agosto de 2009

Ligação rápida: Artes - Desenho - Geometria Descritiva