sábado, 9 de março de 2013

Parabéns à Árvore


É uma bela idade para esta instituição artística do Porto. À sua sombra se promoveram, formaram e divulgaram muitos(as) artistas e amadores destas coisas das artes plásticas. A cidade não seria a mesma sem esta cooperativa plantada na vertente junto ao passeio das Virtudes. Parabéns.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Concurso

Metropolis, realizado por Fritz Lang em 1927
 
A maior parte dos concursos são como algumas lasanhas que andam por aí. No entanto, outros, como aquele que promovemos aqui, valem a pena.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Aurea Mediocritas 3.0

     Goya, O Sono da Razão Produz Monstros, desenho preparatório, 1797
 
O termo STEM1 teacher, muito em voga nos EUA e no Reino Unido, é revelador de uma tendência que, independentemente da cor política – nos Estados Unidos ela coincide com os democratas – tem encontrado eco em diversas paragens, como Portugal.  O pretexto da crise – uma crise do sistema financeiro, recorde-se – veio catapultar, com o atabalhoamento e a falta de ponderação habituais, uma visão materialista do ensino, centrada na urgência em formar artífices, quadros especializados e outros, orientados para responder a um previsível aumento de ofertas de emprego nas áreas tecnológicas e científicas. A necessária e atempada previsão da evolução do mercado laboral deve certamente ser tida em conta mas um facto mantém-se: qualquer formação que retire o prazer do contexto de aprendizagem, que diminua ou condicione a criatividade e que não promova a imaginação, condenará os alunos a lugares de servidão, de realização acrítica e passiva, com os inevitáveis e indesejáveis reflexos económicos, entre outros.  
Não é inocente a apologia de um retorno a uma certa aurea mediocritas que ecoa no escrevinhar e contar de travo salazarento, subscritos pelo actual ministro Crato. Ela corresponde a uma dramática falta de visão holística, ignorando a realidade caucionada pela história e que faz corresponder a riqueza das nações à pujança das democracias, à eficácia da justiça e ao investimento na criatividade.
E assim chegamos à oferta artística nas nossas escolas. Se a disciplina de Desenho figura como exemplo raro e feliz para a área das Artes Visuais no secundário, já a possibilidade de optar entre História da Cultura e das Artes (título pomposo que não mascara o ridículo das pretensões que a carga horária diminuta sublinha) e, por exemplo, Matemática, ou a diminuição da carga horária das disciplinas específicas, como o já referido Desenho, figuram entre algumas das várias decisões infelizes das secretárias com uns senhores atrás delas.

É bom lembrar que a destruição da oferta escolar nesta matéria não é exclusivo deste governo nem de agora, acentuou-se no início do século e não tem poupado outros níveis de ensino.

1 STEM é o acrónimo de Science, Technology, Engineering e Mathematics.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013




Eduardo Salavisa tem sido o grande divulgador da prática multicentenária dos diários gráficos de viagem
 
O ano de 2013 começa bem pelos lados de Braga. No dia 5 deste mês, no mosteiro de Tibães, terá lugar um workshop subordinado ao tema “Desenhar no Diário de Viagem”, dinamizado por Eduardo Salavisa. Apesar da crise – a inscrição custa 30 € -, será certamente uma boa oportunidade para a prática salutar deste desporto gráfico com imensas virtudes. Para mais informações: aqui.
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Deseducação Visual

 
Um dos propósitos que anima a edição deste blogue são os temas e assuntos referentes ao desenho. Não podemos, no âmbito do seu ensino, ou considerando os estádios de aprendizagem que antecipam a sua aprendizagem escolar - o 3º ciclo -, ignorar o assalto despudorado da tutela ao ensino das artes visuais. Apesar do acréscimo de tempos lectivos para o 3º ciclo, assistimos quer ao acesso à sua leccionação por parte de docentes (des)qualificados mediante a frequência de acções de formação - com o silêncio ignominioso e cúmplice dos sindicatos -, quer à publicação de metas que configuram aprendizagens formatadas, alheadas do nível de desenvolvimento cognitivo e afectivo dos seus destinatários e torpedeando o exercício da criatividade e da expressão individual: uma coisa incómoda e perigosa nos tempos que correm! É com algum ânimo que recebemos o documento cuja ligação partilhamos, apelando a sua divulgação, aqui! 
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Encontros da Imagem 2012



  • Os Encontros da Imagem estão aí, para a devida, e certamente merecida, degustação visual. Reproduz-se parcialmente a introdução e sugere-se visita. O Programa está aqui. 
    "A adolescência e a juventude são momentos da vida do ser humano de grande complexidade. É uma idade imprecisa, com características ambíguas consoante as épocas, culturas e países. Do ponto de vista etário, é um período compreendido entre os 12 e os 18 anos. Contudo, nas sociedades ocidentais pode-se alargar até aos trinta, em virtude da separação das famílias, independência económica, entre outros factores.
    Para além das acentuadas transformações físicas verificam-se profundas alterações de ordem psicológica. A complexidade deste período envolve inúmeras situações. Algumas mais comuns são o desejo de afirmação, liberdade, arrogância. Mas por vezes desaguam também em patologias depressivas ou situações de anorexia e bulimia. Nalgumas sociedades, a mão-de-obra juvenil é também utilizada, como mão-de-obra barata, ou canalizada para a marginalidade: tráfico de estupefacientes e prostituição.
    Ao longo da história da fotografia as imagens da juventude têm sido um tema bastante explorado. Como tal, julgamos que neste novo dealbar do século XXI, em que as novas tecnologias e as redes sociais vieram introduzir profundas mudanças comportamentais, que o tema da JUVENTUDE seja abordado e reflectido desde novas perspetival e formas de representação. Celebrando a cidade de Braga a CAPITAL EUROPEIA DA JUVENTUDE esta temática torna-se naturalmente adequada. Em virtude desta celebração, Braga será visitada por milhares de jovens que acorrem aos fóruns e outras actividades a desenvolver ao longo do ano, tornando um epicentro preferencial para a temática eleita pelos Encontros da Imagem.Para além do vasto leque de exposições, onde se procurará incluir todos os países da comunidade europeia, encontram-se agendadas um conjunto de actividades (conferências, debates, projecções, oficinas) direccionadas para o mundo juvenil, a fim de não só os levar a melhor compreender o seu status quo, como também a propiciar momentos de lazer e ferramentas de descodificação das artes visuais actuais."

quarta-feira, 29 de agosto de 2012


Encontra-se difundida pela rede a lista intitulada Some Rules for Students and Teachers, realizada pela artista e educadora Sister Corita Kent (*)entre 1967-68.    John Cage adoptou-a, enriqueceu-a e divulgou-a amplamente.
Relembra-se a dita, sempre actual e recomendável, em vésperas de mais um ano lectivo.

                                                                                                                                 Amén

segunda-feira, 16 de julho de 2012


 A segunda fase do exame de Desenho A decalcou a primeira, inclusive no terceiro grupo, propondo uma ilustração, desta feita de uma passagem do Memorial de Convento, de José Saramago. Também repetiu a fórmula do "estímulo visual", relativamente à qual se aplicam os comentários redigidos aquando da 1ª dose de exames. Repete-se a questão: por que razão se brindam os alunos com um "estímulo visual"? Será que a formação de Artes Visuais é assim tão anoréctica? Infelizmente sim, espoliada que tem sido de horas e de disciplinas essenciais...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Mostrengo da Avaliação


Classificadas e entregues as provas de exame de Desenho A, espera-se a sua afixação e o devido balanço estatístico.

Da prova:
Um modelo frágil e insípido de cartolina composto por três elementos, oferecendo múltiplas possibilidades de montagem. Com que propósito ou vantagem para os alunos? Desconhece-se. Para além do óbvio acréscimo de trabalho e do desgaste para os classificadores, nada mais se consegue retirar desta novidade.
A eliminação de uma das habituais quatro questões foi bem recebida; peca por tardia e denota uma dificuldade preocupante do GAVE em proceder aos necessários balanços (Vide relatório dos exames de 2010-2011: uma pobreza confrangedora em estatistiquez, aqui).
No Grupo II, era pedida a ilustração de uma parcela da “Mensagem”, de Fernando Pessoa, até aqui tudo bem mas, eis que o autor(a) da prova oferece, num arroubo de generosidade, “um estímulo visual para a criação de uma nova representação da figura d’O Mostrengo”: uma escultura de José de Guimarães! Não fosse o estrago que o estímulo produziu em muitas cabeças frágeis – porque depauperadas, entre outras, da necessária formação artística – o caso seria para rir. Já agora, por que razão se limitaram a este estímulo? E, principalmente, por que razão é necessário um “estímulo visual”?
A intendência continua a ter dificuldades em acertar com o papel, equilibrando textura com gramagem e adequando-o ao teor da prova e aos meios implicados.

Os descritores são omissos em diversos aspectos. Por exemplo: dadas as instruções, não especificam penalizações para aqueles que procederam a montagens erradas (num conjunto de 42 provas, ocorreram cerca de 25% de casos de yoga com o modelo). Outros são abstrusos como, por exemplo, o descritor c) da questão 1 do Grupo I, ou o descritor e) do Grupo II. Outros revelaram-se inúteis como é o caso do descritor a) (Grupo I, questão 1.) que, incidindo na qualidade do traço, foi inutilizado nas situações em que o aluno optou por preencher o espaço negativo com um valor tonal escuro, ocultando assim os contornos. Por fim, o descritor b) do Grupo II é uma pérola reverberante da pedagogia mais recente: “trabalha as formas a partir do estímulo visual apresentado”. Pretende-se que o aluno mimetize? Ou, à guisa de um academismo pós-moderno, faça uma coisa com laivos de contemporaneidade?  
Nota final:
Os últimos anos têm denunciado uma pobreza crescente das respostas implicando o exercício da criatividade. Não será estranho o facto de terem sido retiradas horas no 3º ciclo a E.V. (e que esta reforma corrige muito timidamente),  eliminadas disciplinas fundamentais no secundário (e.g. Teoria do Design) ou amputadas outras, como História das Artes. Com a redução de horários imposta pela ditadura do economês, não se auguram melhorias neste campo.
A apresentação de um portefólio é a modalidade que assegura maior equidade e que permite averiguar as reais capacidades dos alunos. Insistir no actual modelo de exames de Desenho é um erro que urge corrigir.


quarta-feira, 20 de junho de 2012


A comissão Organizadora da Trienal Movimento Desenho 2012 organiza a 1ª edição da Trienal Movimento Desenho, agendada para 2012 no período entre 15 de Outubro e 15 de Dezembro.
A Comissão Organizadora tem como princípios orientadores:
A divulgação do Desenho português, dos autores portugueses e o do trabalho desenvolvido por agentes culturais;
Procurar a mobilização de diversos actores, agentes culturais, para uma actuação comum, coerente e sólida em torno de eventos de Desenho;
Divulgar o muito que já existe, o know-how acumulado, não vamos “inventar o ovo de Colombo”, antes amplificar o que está projectado e pensado para o desenvolvimento do Desenho como disciplina artística, como expressão técnica, histórica e também agente económico;
Incentivar a articulação entre os diversos agentes culturais nacionais e as suas actividades para que possam co-existir e actuar em conjunto, fortalecendo a comunicação do Desenho;
Divulgar Desenho com a força de uma comunicação em conjunto. Para que as acções dos agentes culturais sejam mediaticamente visíveis para o grande público.
Feita a apresentação, convida-se os leitores a saberem mais aqui.

domingo, 3 de junho de 2012


  
       O primeiro número dos Cadernos de Tipografia surgiu em Março de 2007. Desde então foram publicados e disponibilizados gratuitamente na rede, em formato pdf, 23 números. Rebaptizada Cadernos de Tipografia e Design em 2008 (N.º11), esta publicação é um dos raros casos de partilha de conteúdos de alta qualidade em língua portuguesa, seja pelo rigor, cuidado na sua apresentação ou clareza da linguagem utilizada.
       Assumindo o visionamento no ecrã, os Cadernos de Tipografia e Design foram redesenhados, permitindo melhor leitura dos seus conteúdos. Curiosamente, o tema deste último número é o papel e está disponível aqui (N.º 23, Maio de 2012).
      Parabéns e muito obrigado ao seu editor, Paulo Heitlinger, pela partilha generosa.

sexta-feira, 25 de maio de 2012



No próximo sábado, dia 26,  pelas 16 horas, será inaugurada no Mosteiro de Tibães uma exposição de desenhos de alunos do 10º e do 12º ano do curso de artes visuais da Escola Sá de Miranda.

Os trabalhos expostos são produto de uma estratégia de ensino ancorada na prática intensiva que, partindo dos elementos fundamentais da sintaxe visual, propõe diversas abordagens experimentais no domínio das representações analíticas e abstractas. Representam o corolário de um processo que envolveu activamente os alunos enquanto actores centrais do processo de aprendizagem, que se pretende autónomo, critico e criativo.
A exposição estará patente até dia 10 de Junho.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Artes Visuais e Educação Estética

 Tem início na próxima sexta o Ciclo de Seminários e Workshops dedicados ao tema geral “ArtesVisuais e Educação Estética” que se realizará na Faculdade de Filosofia (Universidade Católica-Braga), entre os dias 04 de Maio e 08 de Junho, com a presença de diversos especialistas nacionais e estrangeiros. Aceda ao programa aqui.

quarta-feira, 18 de abril de 2012



O universo dos fanzines, pela sua independência, criatividade e irreverência, constitui um laboratório experimental no campo editorial, do design, da fotografia e da ilustração, merecedor de atenção.

O Facing Pages reclama para si o título de maior evento europeu de revistas independentes.   O acontecimento terá lugar este fim-de-semana em Arnheim, na Holanda, e poderá ser acompanhado aqui.

Ligação rápida: Artes - Desenho - Geometria Descritiva