O Mosteiro de Tibães inaugura este ano e pela primeira vez uma exposição, compreendendo várias escolas de Braga, na qual poderão ser apreciados trabalhos realizados por alunos do 3º ciclo e secundário nas disciplinas de Educação Visual, Desenho e Oficina das Artes.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
Antes qu'esqueça
As informações referentes ao exame de desenho A deste ano já foram disponibilizadas pelo GAVE e podem ser obtidas aqui. Quanto às expectativas, e pelo que tem escorrido da 5 de Outubro, suspeita-se mais da mesma banalidade. A disciplina de Desenho A merecia melhor, a começar pela substituição dos exames por portfólios, um sistema mais justo e certamente mais responsabilizador.
terça-feira, 19 de março de 2013
Coizenando
O carácter meditativo e relaxado, atestado eletroencefalograficamente com ondas
alfa, dos zentangles, não vem com contraindicações e pode até ser mote para
algum mestrado entre os muitos que por aí vão bolonhando.
A coisa já tem uns tempinhos
e designa-se zentangle e tem o seu
interesse e aplicação como, por exemplo, nas aulas destinadas a alunos dos 7
aos 77 anos em que se procura promover criatividade ou alguma espécie de trip benigna geradora de mais-valias na
autoestima.
Os zentangles são uns sucedâneos de automatismos surrealistas e do rabiscar
(doodling) libertário que ocorre quando,
despertados pelo fim de uma aula ou reunião entediante, somos confrontados com
uns gatafunhos cheios de vitalidade e de combinações inesperadas. Mas atenção,
parece que há um método para a coisa, como indicam os seus criadores Rick e Maria Thomas e
outros discípulos da coisa aqui e ali.
sábado, 9 de março de 2013
Parabéns à Árvore
É uma bela idade para esta instituição artística do Porto. À sua sombra se promoveram, formaram e divulgaram muitos(as) artistas e amadores destas coisas das artes plásticas. A cidade não seria a mesma sem esta cooperativa plantada na vertente junto ao passeio das Virtudes. Parabéns.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Aurea Mediocritas 3.0
Goya, O Sono da Razão Produz Monstros, desenho preparatório, 1797
O termo STEM1 teacher, muito em voga nos EUA e no
Reino Unido, é revelador de uma tendência que, independentemente da cor
política – nos Estados Unidos ela coincide com os democratas – tem encontrado
eco em diversas paragens, como Portugal.
O pretexto da crise – uma crise do sistema financeiro, recorde-se – veio
catapultar, com o atabalhoamento e a falta de ponderação habituais, uma visão
materialista do ensino, centrada na urgência em formar artífices, quadros
especializados e outros, orientados para responder a um previsível aumento de ofertas
de emprego nas áreas tecnológicas e científicas. A necessária e atempada
previsão da evolução do mercado laboral deve certamente ser tida em conta mas um facto mantém-se: qualquer formação que
retire o prazer do contexto de aprendizagem, que diminua ou condicione a
criatividade e que não promova a imaginação, condenará os alunos a lugares de
servidão, de realização acrítica e passiva, com os inevitáveis e indesejáveis reflexos económicos, entre outros.
Não é inocente a
apologia de um retorno a uma certa aurea
mediocritas que ecoa no escrevinhar e contar de travo salazarento,
subscritos pelo actual ministro Crato. Ela corresponde a uma dramática falta de
visão holística, ignorando a realidade caucionada pela história e que faz corresponder a riqueza das nações à pujança das democracias, à eficácia da justiça e ao investimento na criatividade.
E assim chegamos à oferta artística nas nossas escolas. Se a disciplina de Desenho figura como exemplo raro e feliz para a área das Artes Visuais no secundário, já a possibilidade de optar entre História da Cultura e das Artes (título pomposo que não mascara o ridículo das pretensões que a carga horária diminuta sublinha) e, por exemplo, Matemática, ou a diminuição da carga horária das disciplinas específicas, como o já referido Desenho, figuram entre algumas das várias decisões infelizes das secretárias com uns senhores atrás delas.
É bom lembrar que a destruição da oferta escolar nesta matéria não é exclusivo deste governo nem de agora, acentuou-se no início do século e não tem poupado outros níveis de ensino.
É bom lembrar que a destruição da oferta escolar nesta matéria não é exclusivo deste governo nem de agora, acentuou-se no início do século e não tem poupado outros níveis de ensino.
1 STEM é o acrónimo de Science,
Technology, Engineering e Mathematics.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
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Eduardo Salavisa tem sido o grande divulgador da prática multicentenária dos diários gráficos de viagem
|
O ano de 2013 começa bem pelos lados de Braga. No dia 5
deste mês, no mosteiro de Tibães, terá lugar um workshop subordinado ao tema “Desenhar
no Diário de Viagem”, dinamizado por Eduardo Salavisa. Apesar da crise – a inscrição
custa 30 € -, será certamente uma boa oportunidade para a prática salutar deste
desporto gráfico com imensas virtudes. Para mais informações: aqui.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Deseducação Visual
Um dos propósitos que anima a edição deste blogue são os temas e assuntos referentes ao desenho. Não podemos, no âmbito do seu ensino, ou considerando os estádios de aprendizagem que antecipam a sua aprendizagem escolar - o 3º ciclo -, ignorar o assalto despudorado da tutela ao ensino das artes visuais. Apesar do acréscimo de tempos lectivos para o 3º ciclo, assistimos quer ao acesso à sua leccionação por parte de docentes (des)qualificados mediante a frequência de acções de formação - com o silêncio ignominioso e cúmplice dos sindicatos -, quer à publicação de metas que configuram aprendizagens formatadas, alheadas do nível de desenvolvimento cognitivo e afectivo dos seus destinatários e torpedeando o exercício da criatividade e da expressão individual: uma coisa incómoda e perigosa nos tempos que correm! É com algum ânimo que recebemos o documento cuja ligação partilhamos, apelando a sua divulgação, aqui!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Encontros da Imagem 2012
- Os Encontros da Imagem estão aí, para a devida, e certamente merecida, degustação visual. Reproduz-se parcialmente a introdução e sugere-se visita. O Programa está aqui."A adolescência e a juventude são momentos da vida do ser humano de grande complexidade. É uma idade imprecisa, com características ambíguas consoante as épocas, culturas e países. Do ponto de vista etário, é um período compreendido entre os 12 e os 18 anos. Contudo, nas sociedades ocidentais pode-se alargar até aos trinta, em virtude da separação das famílias, independência económica, entre outros factores.Para além das acentuadas transformações físicas verificam-se profundas alterações de ordem psicológica. A complexidade deste período envolve inúmeras situações. Algumas mais comuns são o desejo de afirmação, liberdade, arrogância. Mas por vezes desaguam também em patologias depressivas ou situações de anorexia e bulimia. Nalgumas sociedades, a mão-de-obra juvenil é também utilizada, como mão-de-obra barata, ou canalizada para a marginalidade: tráfico de estupefacientes e prostituição.Ao longo da história da fotografia as imagens da juventude têm sido um tema bastante explorado. Como tal, julgamos que neste novo dealbar do século XXI, em que as novas tecnologias e as redes sociais vieram introduzir profundas mudanças comportamentais, que o tema da JUVENTUDE seja abordado e reflectido desde novas perspetival e formas de representação. Celebrando a cidade de Braga a CAPITAL EUROPEIA DA JUVENTUDE esta temática torna-se naturalmente adequada. Em virtude desta celebração, Braga será visitada por milhares de jovens que acorrem aos fóruns e outras actividades a desenvolver ao longo do ano, tornando um epicentro preferencial para a temática eleita pelos Encontros da Imagem.Para além do vasto leque de exposições, onde se procurará incluir todos os países da comunidade europeia, encontram-se agendadas um conjunto de actividades (conferências, debates, projecções, oficinas) direccionadas para o mundo juvenil, a fim de não só os levar a melhor compreender o seu status quo, como também a propiciar momentos de lazer e ferramentas de descodificação das artes visuais actuais."
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Encontra-se difundida pela rede a lista intitulada
Some Rules for Students and Teachers,
realizada pela artista e
educadora Sister Corita Kent (*)entre 1967-68. John Cage adoptou-a, enriqueceu-a e divulgou-a amplamente.
Relembra-se a dita, sempre actual e recomendável, em vésperas
de mais um ano lectivo.
Amén
segunda-feira, 16 de julho de 2012
A segunda fase do exame de Desenho A decalcou a primeira, inclusive no terceiro grupo, propondo uma ilustração, desta feita de uma passagem do Memorial de Convento, de José Saramago. Também repetiu a fórmula do "estímulo visual", relativamente à qual se aplicam os comentários redigidos aquando da 1ª dose de exames. Repete-se a questão: por que razão se brindam os alunos com um "estímulo visual"? Será que a formação de Artes Visuais é assim tão anoréctica? Infelizmente sim, espoliada que tem sido de horas e de disciplinas essenciais...
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O Mostrengo da Avaliação
Classificadas e entregues as provas de exame de Desenho A, espera-se a sua
afixação e o devido balanço estatístico.
Da prova:
Um modelo frágil e insípido de cartolina composto
por três elementos, oferecendo múltiplas possibilidades de montagem. Com que
propósito ou vantagem para os alunos? Desconhece-se. Para além do óbvio
acréscimo de trabalho e do desgaste para os classificadores, nada mais se
consegue retirar desta novidade.
A eliminação de uma das habituais quatro
questões foi bem recebida; peca por tardia e denota uma dificuldade preocupante
do GAVE em proceder aos necessários balanços (Vide relatório dos exames de 2010-2011: uma pobreza confrangedora em estatistiquez, aqui).
No Grupo II, era pedida a ilustração de uma
parcela da “Mensagem”, de Fernando Pessoa, até aqui tudo bem mas, eis que o
autor(a) da prova oferece, num arroubo de generosidade, “um estímulo visual
para a criação de uma nova representação da figura d’O Mostrengo”: uma escultura
de José de Guimarães! Não fosse o estrago que o estímulo produziu em muitas cabeças
frágeis – porque depauperadas, entre outras, da necessária formação artística –
o caso seria para rir. Já agora, por que razão se limitaram a este estímulo? E,
principalmente, por que razão é necessário um “estímulo visual”?
A intendência continua a ter dificuldades em
acertar com o papel, equilibrando textura com gramagem e adequando-o ao teor da
prova e aos meios implicados.
Dos descritores:
Os
descritores são omissos em diversos aspectos. Por exemplo: dadas as instruções,
não especificam penalizações para aqueles que procederam a montagens erradas
(num conjunto de 42 provas, ocorreram cerca de 25% de casos de yoga com o
modelo). Outros são abstrusos como, por exemplo, o descritor c) da
questão 1 do Grupo I, ou o descritor e) do Grupo II. Outros revelaram-se
inúteis como é o caso do descritor a) (Grupo I, questão 1.) que, incidindo na
qualidade do traço, foi inutilizado nas situações em que o aluno optou por
preencher o espaço negativo com um valor tonal escuro, ocultando assim os contornos.
Por fim, o descritor b) do Grupo II é uma pérola reverberante da pedagogia mais
recente: “trabalha as formas a partir do estímulo visual apresentado”. Pretende-se
que o aluno mimetize? Ou, à guisa de um academismo pós-moderno, faça uma coisa
com laivos de contemporaneidade?
Nota final:
Os últimos anos têm denunciado uma pobreza crescente
das respostas implicando o exercício da criatividade. Não será estranho o facto de terem sido retiradas horas no 3º ciclo a E.V. (e que esta reforma corrige muito timidamente), eliminadas disciplinas fundamentais no secundário (e.g. Teoria do Design) ou amputadas outras, como História das Artes. Com a redução de horários imposta pela ditadura do economês, não se auguram melhorias neste campo.
A apresentação de um portefólio é a modalidade
que assegura maior equidade e
que permite averiguar as reais capacidades dos alunos. Insistir no actual
modelo de exames de Desenho é um erro que urge corrigir.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
A Comissão Organizadora tem como princípios orientadores:
A divulgação do Desenho português, dos autores portugueses e o do trabalho desenvolvido por agentes culturais;Feita a apresentação, convida-se os leitores a saberem mais aqui.
Procurar a mobilização de diversos actores, agentes culturais, para uma actuação comum, coerente e sólida em torno de eventos de Desenho;
Divulgar o muito que já existe, o know-how acumulado, não vamos “inventar o ovo de Colombo”, antes amplificar o que está projectado e pensado para o desenvolvimento do Desenho como disciplina artística, como expressão técnica, histórica e também agente económico;
Incentivar a articulação entre os diversos agentes culturais nacionais e as suas actividades para que possam co-existir e actuar em conjunto, fortalecendo a comunicação do Desenho;
Divulgar Desenho com a força de uma comunicação em conjunto. Para que as acções dos agentes culturais sejam mediaticamente visíveis para o grande público.
domingo, 3 de junho de 2012
O
primeiro número dos Cadernos de Tipografia surgiu em Março de 2007. Desde então
foram publicados e disponibilizados gratuitamente na rede, em
formato pdf, 23 números. Rebaptizada Cadernos de Tipografia e Design em 2008 (N.º11), esta
publicação é um dos raros casos de partilha de conteúdos de alta qualidade em
língua portuguesa, seja pelo rigor, cuidado na sua apresentação ou clareza da
linguagem utilizada.
Assumindo
o visionamento no ecrã, os Cadernos de Tipografia e Design foram
redesenhados, permitindo melhor leitura dos seus conteúdos. Curiosamente, o
tema deste último número é o papel e está disponível aqui (N.º 23, Maio de
2012).
Parabéns
e muito obrigado ao seu editor, Paulo Heitlinger, pela partilha generosa.
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